sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Menina-mulher

Fui menina menina mesmo, criança feliz que brincou de boneca, de esconde-esconde, jogou queimada, brincou de polícia e ladrão, pulou amarelinha, adorava o balanço, o gira-gira e a estrutura parecida com uma casa feita com um monte de barra de ferro aredondado para ficar dependurada. Desde cedo nadei feito peixe, com minhas pernas longas corria com facilidade e aos dezoito anos, quando pude usar o primeiro salto meio alto e arrumar o cabelo, não queria mais salto nem cabelo arrumado, queria ser livre e feliz. Por isso, até hoje, não gosto de coisa artificial, não consigo ficar parada muito tempo e não entendo muito sobre penteados estruturados feito ninho de passarinho ou montanha de algodão. Acho que essa moça teve que dormir sentada para não estragar o cabelão. Meu Deus, quanto esforço.

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