Poesia de Paulo Leminski
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Gentileza, educação e honestidade nos diversos sites sociais - panos caídos
Há tantos comportamentos equivocados praticados nos diversos sites sociais. A regra básica, para entendimento geral, é : Não faça alarde de sua vida amorosa e, principalmente, não magoe ninguém!
Brasília vista do espaço
Imagem de Brasília divulgada no Twitter pelo astronauta Soichi Noguchi, International Space Station.
Dez curtas sobre o corpo humano
Cut up, variations sur le corps: dix films
Dez curtas metragens produzidos por franceses, ingleses, alemães norte-americanos e holandeses, sobre o corpo humano.
Vou lhe falar. Lhe falo do sertão. Do que não sei. Um grande sertão! Não sei. Ninguém ainda sabe, só umas raríssimas pessoas
“Aprecio imagens aliadas à escrita, frases escolhidas definindo melodicamente a linha da orquestração. Em livros como os de Diane Arbus, de Nan Goldin, há essa orquestração: ritmos, silêncios, acordes, vazios, a palavra, escolhida da produção literária ou pinçada do testemunho biográfico, vem da fala íntima da pessoa, destilada. Seria quase como escrever com a imagem e ver com a palavra.” Maureen Bisilliat
Até o próximo dia 04 de julho, a admirável exposição das fotografias da talentosa Maureen Bisilliat, estará no Centro Cultural FIESP, na avenida Paulista, 1313, cidade de São Paulo. Na obra de Bisilliat vemos poesia e prosa em forma de fotografia. Dividida em quatro temas sequenciais, encontramos a Bahia ("bahia amada amado"), o sertão de João Guimarães Rosa, a beleza do negro ("pele preta"), as "mulheres caranguejeiras" da Paraíba, os vaqueiros do nordeste enaltecidos por Ariano Suassuna, os índios ("Xingu/terra") acompanhados por Villas Bôas. Há ainda uma parte da Bolívia, da China e do Japão.
Imagem de Maureen Bisilliat, casamento no sertão, obra pertencente ao acervo do Instituto Moreira Salles.
I asked forgiveness for having survived
"Maléficos, ardilosos, frios, calculistas, insensíveis, inescrupulosos, cruéis, manipuladores, transgressores de regras sociais e absolutamente livres de constrangimentos e julgamentos morais. Passam por cima de qualquer pessoa apenas para satisfazer seus próprios interesses. Sabem exatamente o que fazem e não sofrem nem um pouco com isso. São destituídos de compaixão, culpa ou remorso. 4% da população apresentam esse lado sombrio da mente. O conceito de consciência transcende teorias religiosas, psicológicas e científicas. A consciência baseia-se em nossa habilidade de amar, de criar vínculos afetivos. A consciência genuína nos impulsiona a ir ao encontro do outro, colocando-nos em seu lugar e entendendo a sua dor (ideia permeada pela empatia). É pela consciência que pedimos desculpas sinceras aos que magoamos e ferimos num momento de equívoco. A consciência também nos comove com situações trágicas, nos traz indignação frente ao mal, nos inspira a zelar pelo nosso animal de estimação, nos leva a apreciar uma bela melodia.
Os perversos são desprovidos da consciência, logo, desconhecem a responsabilidade ética que é base essencial das relações emocionais com os outros. Há os que jamais experimentaram, nem experimentarão a mínima inquietude mental, ou o menor sentimento de culpa ou remorso, por desapontar, magoar, enganar ou até mesmo tirar a vida de alguém. Admitir a existência de criaturas com essa natureza é quase uma rendição ao fato de que o mal muitas vezes está próximo e convive entre nós."
"Mentes perigosas" de Ana Beatriz Silva.
Que nosso Deus nos proteja! Sem dúvida o mal existe e encontra-se abrigado em mentes perigosas. A leitura do livro da psiquiatra Ana Beatriz Silva nos assusta e alerta, ao tentar nos auxiliar no reconhecimento de criaturas perversas.
Que nosso Deus nos proteja! Sem dúvida o mal existe e encontra-se abrigado em mentes perigosas. A leitura do livro da psiquiatra Ana Beatriz Silva nos assusta e alerta, ao tentar nos auxiliar no reconhecimento de criaturas perversas.
Para que reconhecer o perverso? Para que identificar o psicopata? Para afastar-se dele. Para evitar que a nossa existência e o nosso emocional sejam devastados pelas atitudes e dizeres dessas criaturas incapazes de sentir empatia, desconhecedoras do arrependimento e totalmente insensíveis ao outro. Para nos preservamos e para mantermos nossa salubridade física e mental. A convivência com o perverso é devastadora e alimenta nosso pior lado, dado a crueldade de suas ações: Fortalece o nosso medo e a nossa insegurança, aniquila a nossa capacidade de reação, desenvolve nossa desesperança e nos faz portadores de doenças crônicas. É pela observação que, aos poucos, nos tornamos capazes de identificar o comportamento, as intenções e as constantes mentiras de um psicopata. É a consideração exclusiva de seus próprios interesses, que torna o psicopata um nômade emocional: Ao longo da vida a criatura perversa mantém inúmeros relacionamentos e repete seus procedimentos e ações. A padronização de seus comportamentos não é sinal de baixa inteligência, apenas da segurança sentida pelo perverso na conquista de seus interesses. É a ausência do arrependimento que torna impossível ao psicopata a redenção. Decência e remorso são palavras cujos conceitos lhe são desconhecidos.
Além do afastamento e da observação, a orientação de profissionais da saúde competentes auxilia a manutenção do necessário distanciamento que devemos manter dos psicopatas.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
O grande erro da mulher
É certo que algumas coisas mudaram, conquistamos mais ônus do que bônus e nos enganamos com a ideia de sermos livres, apesar do pensamento tacanho e provincial ainda limitar nossos comportamentos, inclusive os que deveriam ser simples e naturais.
Outro dia ao ler o texto publicado no blog 02 neuronios (“ela está almoçando sozinha? tadinha"), percebi que passados vinte e cinco anos, muita coisa ainda não mudou.
Existe coisa mais corriqueira e banal do que apreciarmos sozinhas nossas refeições em algum restaurante? Nós, mulheres independentes, criadoras solitárias de nossas proles, trabalhamos bem mais do que os homens em prol da manutenção de nossos empregos (sim, enquanto o homem mata um leão por dia a mulher mata dois leões, além de consolar as leoas), ganhamos menos e com certa elegância conseguimos conviver em um mundo cuja essência é machista.
Em 1985, enquanto meu adorado pai, hemiplégico por conta de alguns derrames e com câncer na pleura, passava seus dias no hospital, era eu, findo o horário de visita sempre postergado mais e mais, quem saía do hospital arrasada, faminta e sem a mínima vontade de voltar para casa para não compartilhar com os meus a tristeza e a amargura sentidas.
Assim, após o dia emocional e fisicamente estafante eu ia ao restaurante Box, na rua Padre João Manuel quase esquina com a alameda Franca (lugar então decorado com aerofólios de carros da fórmula 1) para me alimentar, recuperar a energia e retirar parte da tristeza, antes de abraçar o meu lindo pimpolho. Eu ia ao Box porque era o restaurante corriqueiro dos meus tempos de namoro e casamento e porque lá, à época, por mais de uma década, os garçons conheciam a mim e ao meu ex-marido, e um daqueles garçons, não lembro seu nome, mas tenho seu rosto bem guardado na memória, sem que eu pedisse era o meu fiel protetor: Ele postava-se elegante e discretamente em pé, próximo à mesa da frente. Eu nunca fui incomodada, tampouco maltratada e salvo a atitude protetora e discreta daquele garçom, eu nunca me senti diferente.
Em Brasília, lá pelos idos de 1993, a coisa era bem triste. Almoçar ou jantar sozinha em algum restaurante frequentado pela côrte era o mesmo que tornar-se a moça amarrada na roda de madeira diante do experiente atirador de facas. No caso, ferozes atiradoras de facas, com excelente pontaria e olhar fulminante. O preconceito na Capital provinciana vinha da ala feminina.
Em 2010, é inadmissível que as mulheres ainda sintam-se intimidadas e constrangidas a frequentar sozinhas qualquer lugar público: Restaurantes, cafés, cinemas, museus... Não somos seres eminentemente gregários e dependentes, tampouco precisamos de duplas ou grupos para sobreviver socialmente. Ao contrário, temos nossos próprios gostos, saberes e bons momentos de silêncio são sempre benvindos e apreciados.
Pois lá fui eu, na quinta passada, após consultas no Hospital do Câncer e descarte de nova malignidade, almoçar em um restaurante quase grego, na esquina da rua Augusta com a rua Antônio Carlos. Eu estava em júbilo com o resultado negativo dos exames e quis apreciar uma bela porção de calamares fritos, acompanhados por um filê de salmão com legumes. O que mais combinaria com as lulas fritas do que uma bela e gelada cerveja grega, da região de Thessalônica? Detalhe: Eu não costumo beber por não sentir necessidade e, também, por que os medicamentos que tomo não combinam com álcool. Meus Deus! Ocorre que naquele momento eu vislumbrei somente duas alternativas para comemorar minha alegria: Dançar pela avenida Paulista ou brindar à saúde – orações e agradecimentos foram feitos depois.
O educado garçom do lugar cometeu dois pequenos enganos: De cara chamou-me de “querida” (em troca foi tratado por senhor) e perguntou-me se eu tinha certeza que gostaria de tomar a tal cerveja. Ponto para mim ou para ele? Será que ele pensou: hum, essa moça não tem cara de quem bebe, por isso, devo protegê-la, ou, xi, essa moça ta diferente e vai me dar trabalho se tomar essa cerveja. Macacos e galhos em seus devidos lugares, a gentileza é muito legal em qualquer situação, aqueles foram os melhores calamares fritos que eu comi e aquela foi a melhor cerveja que eu bebi.
Subi a rua Antônio Carlos, atravessei a avenida da Consolação e feliz, voltei a pé para casa.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
The sky flows like dreams
Penélope Cruz está com tudo, Javier Bardem incluso, mas ao ver Meryl Streep na capa da Vogue francesa, fica a certeza que o verdadeiro talento (e beleza) não reconhece qualquer limite.
Feriado de sol na cidade de São Paulo - atividades prosaicas - diário fotográfico
De manhã, ânimo para ir ao Instituto Pasteur, na mais paulista das avenidas, para tomar a vacina contra a gripe h1n1. Alguém se lembrou da vacina? Eu não. Eu descobri que entrei na fase do filho levar a mãe para tomar vacina e a chamada “doença crônica” incluiu-me na faixa dos jovens até 29 anos. Não é o máximo? Na fila formada na calçada, alegre e bem humorada igual ao dia, uma mãe e sua filha, ambas, estudantes universitárias, contabilidade e direito, respectivamente, a formatura da mãe será seis meses antes da formatura da filha. Não é o máximo? A filha comentou que há vários pais no curso noturno de Direito e são os filhos que os buscam da faculdade. Ah, eu não vou dizer que é o máximo! Mas é o máximo que a minha geração tenha filhos que se preocupem com a nossa saúde e nosso aprimoramento cultural. A avenida Paulista estava linda.
Depois, uma passeio rapidinho para curtir a exposição dos vestidos do estilista Giambattista Valli e deixar a dica de seu site para que, ao menos, possa ser aproveitada a adorável trilha sonora My sweet Valentine (se não me engano cantada por Chet Baker).
Como ninguém é de ferro e sempre foi mandatório alguma lembrança pelo bom comportamento na hora da vacina, levamos para casa o melhor bolo de chocolate do mundo, ou, um dos melhores, qualidade está que não teve a ousadia de virar marca: Camadas de delicioso creme de chocolate e suspiro. Você quer sentir mais o sabor do chocolate? Coma ao natural. Eu gosto dele gelado.
Depois, uma passeio rapidinho para curtir a exposição dos vestidos do estilista Giambattista Valli e deixar a dica de seu site para que, ao menos, possa ser aproveitada a adorável trilha sonora My sweet Valentine (se não me engano cantada por Chet Baker).
Como ninguém é de ferro e sempre foi mandatório alguma lembrança pelo bom comportamento na hora da vacina, levamos para casa o melhor bolo de chocolate do mundo, ou, um dos melhores, qualidade está que não teve a ousadia de virar marca: Camadas de delicioso creme de chocolate e suspiro. Você quer sentir mais o sabor do chocolate? Coma ao natural. Eu gosto dele gelado. No final da tarde, o calor gostoso e o colorido bonito do outono, um bom passeio acompanhada pelo cão, com algumas paradinhas para apreciar o pé-de-jasmim e os canteiros de diversos temperos.
Meninas cinquentenárias
Somos duas meninas com a mesma idade. Fomos companheiras-irmãs, Brasília e eu, de 1993 a 2004.
Desde o ano passado eu venho fazendo as pazes com o Distrito Federal e permitindo que a fluidez natural da vida expurgue todos os temores, os fantasmas, as dores e os pesares, principalmente, aquele olhar interno que tanto nos diferencia do meio e dos demais, além da vontade incrivel de lá não estar.
Quando a imensidão do planalto central me sufocava (terra plana a perder de vista, sem monte ou montanha que quebre a paisagem, sufoca a gente por dentro) era no céu de Brasília que eu me reencontrava. Nas cores incríveis daquele céu que não reconhece mandos, nem desmandos. Todos dos dias a beleza do céu de Brasília desafia a impunidade e relembra sobre a ética. Nas madrugadas da década de noventa, naquela cidade fantasma vazia de tudo nos últimos dias da semana, era muito bom dirigir veloz e prudentemente - sem qualquer paradoxo - a mente lúcida, o corpo são, pelas avenidas amplas, sem fim, retas e convidativas do Distrito Federal. Era a liberdade vinda com vento fresco que entrava pela janela do carro, com a música, com o ar limpo que ampliava os pulmões sufocados pela solidão e pela tristeza de estar em uma terra que não era minha.
Desde o ano passado eu venho fazendo as pazes com o Distrito Federal e permitindo que a fluidez natural da vida expurgue todos os temores, os fantasmas, as dores e os pesares, principalmente, aquele olhar interno que tanto nos diferencia do meio e dos demais, além da vontade incrivel de lá não estar.
Venho fazendo as pazes com um monte de coisa que vale a pena e este estado é resultado da leveza readquirida e da sábia liberdade, que por um tempo esteve perdida num emaranhado de coisas ruins. Faço as pazes com a vida, com determinados lugares, com as pessoas realmente queridas e que sabem querer bem.
Quando a imensidão do planalto central me sufocava (terra plana a perder de vista, sem monte ou montanha que quebre a paisagem, sufoca a gente por dentro) era no céu de Brasília que eu me reencontrava. Nas cores incríveis daquele céu que não reconhece mandos, nem desmandos. Todos dos dias a beleza do céu de Brasília desafia a impunidade e relembra sobre a ética. Nas madrugadas da década de noventa, naquela cidade fantasma vazia de tudo nos últimos dias da semana, era muito bom dirigir veloz e prudentemente - sem qualquer paradoxo - a mente lúcida, o corpo são, pelas avenidas amplas, sem fim, retas e convidativas do Distrito Federal. Era a liberdade vinda com vento fresco que entrava pela janela do carro, com a música, com o ar limpo que ampliava os pulmões sufocados pela solidão e pela tristeza de estar em uma terra que não era minha.O que vale mesmo, em Brasília, é a faixa de pedestres. Tal qual na Suíça, é no Distrito Federal que todos os carros param para os pedrestres que atravessam na faixa; os mesmos pedestres que não têm muitas calçadas para caminhar.
Os prédios de seis andares da Asa Sul e seus pilotis livres permitiam que cortássemos o caminho entre árvores e construções similares. Em baixo de cada edifício um pomar. É dessa qualidade de vida e do céu de Brasília que eu sinto falta.
Eu sinto falta dos meus poucos recantos e encantos da região centro-oeste, lugares próximos da Capital, tão amados, ansiados e nos quais eu deixei uma boa parte de mim. Por isso, ousada, ah, retiro a ousadia: por isso, honestamente, cada um daqueles recantos me possui e é meu.
Eu sinto falta dos meus poucos recantos e encantos da região centro-oeste, lugares próximos da Capital, tão amados, ansiados e nos quais eu deixei uma boa parte de mim. Por isso, ousada, ah, retiro a ousadia: por isso, honestamente, cada um daqueles recantos me possui e é meu.
Parabéns, Brasília, menina bonita! Que o cinturão envolvente não a sufoque de vez e tire toda a sua beleza, e que seu interior a respeite mais, muito mais
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Homus erectus, remote starting point of the Iliad, wouldn't it have been better if you dreamt on all fours?
Don’t read me if you haven’t
attended the funerals of strangers
or at least memorial services.
If you haven’t
divined the strength
that makes love
the rival of death.
If you haven’t flown a kite on Clean Monday
without monkeying with it.
pulling on the string continually.
If you don’t know if Nostradamus ever
sniffed flowers.
If you haven’t been at least once
to the Deposition from the Cross.
If you don’t know any past perfect.
If you don’t love animals
and, especially, squirrels.
If you don’t hear thunder with pleasure,
wherever you are.
If you don’t know that the handsome Modigliani
drunk at three in the morning,
pounded furiously on a friend’s door
looking for Villon’s poems
and began to read for hours out loud
disturbing the Universe.
If you call nature our mother and not our aunt.
If you don’t joyously drink the innocent water.
If you don’t understand the Flowering Era
is the one you’re living in.
BEWARE
WET PAINT.
Don’t read me
if
you are
right.
Don’t read me if
you haven’t quarrelled with the body . . .
Time I was going,
I have no more breath.
attended the funerals of strangers
or at least memorial services.
If you haven’t
divined the strength
that makes love
the rival of death.
If you haven’t flown a kite on Clean Monday
without monkeying with it.
pulling on the string continually.
If you don’t know if Nostradamus ever
sniffed flowers.
If you haven’t been at least once
to the Deposition from the Cross.
If you don’t know any past perfect.
If you don’t love animals
and, especially, squirrels.
If you don’t hear thunder with pleasure,
wherever you are.
If you don’t know that the handsome Modigliani
drunk at three in the morning,
pounded furiously on a friend’s door
looking for Villon’s poems
and began to read for hours out loud
disturbing the Universe.
If you call nature our mother and not our aunt.
If you don’t joyously drink the innocent water.
If you don’t understand the Flowering Era
is the one you’re living in.
BEWARE
WET PAINT.
Don’t read me
if
you are
right.
Don’t read me if
you haven’t quarrelled with the body . . .
Time I was going,
I have no more breath.
Seja como for, mas seja
Menino, você ainda não aprendeu a pedir desculpas?
Você não aprendeu a pedir desculpas, menino, ou você não consegue pedir? Você não consegue pedir desculpas ou não consegue entender o que você fez e deixou de fazer, menino? Menino, você não aprendeu a pedir desculpas por que desconhece a culpa, nem imagina o que seja remorso? Pedir desculpas de verdade, menino, não dói tampouco tira pedaço, ao contrário, faz um bem danado e devolve pedaços importantes perdidos para alguém. Às vezes, menino, pedir desculpas se parece com sorriso: Faz bem para quem dá e para quem recebe. Ah, menino, se você soubesse que o pedido de desculpas, sincero e arrependido, diferencia sua essência da essência de pessoas muito ruins. Isso é sério, menino, bem sério. Não sentir culpa, nem arrependimento é coisa muito dura. Se você não percebe o que faz, menino, você repetirá sem parar os mesmos erros. Assim fica uma única esperança, duas, menino, duas esperanças: Que a vida lhe ensine a pedir desculpas ou que você, algum dia, quem sabe, com muita ajuda, finalmente, se cure.
domingo, 18 de abril de 2010
Then an angel arrives to place flowers on a table in the darkness of the mind
Eyes and fingers
A child is
stooped over
picking flowers
with her fingers
storing away light and gifts.
A man is reading words
sitting
holding down the pages with his fingers
storing away flames and shadows.
Fingers connect
‘Reading and Picking’
Read, picked, and compiled
A child picking flowers. A man reading poems.
* * *
The muddied sun
Frothing grape seeds corrode the moon.
A reddish blue twilight spreads through the breath that
carries words,
transports a single spring, a single sea
to the glory of oblivion.
Then an angel arrives to place flowers
on a table in the darkness of my mind
where I ponder and yearn, and
quiet winter infuses fragrance into my dream.
I hear in the wind the rain the dead hear,
soaking thoughts and grasses, moistening the muddied
Sun.
* * *
To live
To live
is always convoluted
it constantly harms the so-called Self.
What a sloppy mess it is to live.
I am doing today
what I was appalled to see others doing a few days ago.
While I allow myself love and happiness
the world becomes ambiguous at the point of touching another
what my eyes see during the day will not revert to the
anonymity of Nature
Born like mushrooms from the great earth
we walk on along our paths.
Beautiful lumps of flesh, slack lumps of flesh
different shapes placed over different masses –
allowing skin to blur the lines our eyes see
we see what is vulnerable, and know what is threatened
A child is
stooped over
picking flowers
with her fingers
storing away light and gifts.
A man is reading words
sitting
holding down the pages with his fingers
storing away flames and shadows.
Fingers connect
‘Reading and Picking’
Read, picked, and compiled
A child picking flowers. A man reading poems.
* * *
The muddied sun
Frothing grape seeds corrode the moon.
A reddish blue twilight spreads through the breath that
carries words,
transports a single spring, a single sea
to the glory of oblivion.
Then an angel arrives to place flowers
on a table in the darkness of my mind
where I ponder and yearn, and
quiet winter infuses fragrance into my dream.
I hear in the wind the rain the dead hear,
soaking thoughts and grasses, moistening the muddied
Sun.
* * *
To live
To live
is always convoluted
it constantly harms the so-called Self.
What a sloppy mess it is to live.
I am doing today
what I was appalled to see others doing a few days ago.
While I allow myself love and happiness
the world becomes ambiguous at the point of touching another
what my eyes see during the day will not revert to the
anonymity of Nature
Born like mushrooms from the great earth
we walk on along our paths.
Beautiful lumps of flesh, slack lumps of flesh
different shapes placed over different masses –
allowing skin to blur the lines our eyes see
we see what is vulnerable, and know what is threatened
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