Certos prazeres sutis e suaves são tão plenos e intensos,
que me fazem duvidar do real significado de certas palavras.
No puro mundo sensorial tudo deixa de ser.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Preguiça gostosa
Domingo é o dia do melhor almoço-conversa que temos.
Sair de casa? Preparar gostosuras?
Carne vontade de comer carne gostosa com certos acompanhamentos.
Picanha para ser mais precisa.
Você leva o cão para o banho e eu cuido do almoço.
Sim, cuidei do telefonema para o almoço e arrumei a mesa do jeito
que merecemos.
Surpresa!
Sair de casa? Preparar gostosuras?
Carne vontade de comer carne gostosa com certos acompanhamentos.
Picanha para ser mais precisa.
Você leva o cão para o banho e eu cuido do almoço.
Sim, cuidei do telefonema para o almoço e arrumei a mesa do jeito
que merecemos.
Surpresa!
Condimentados affairs
Feijoada rápida em sábado calorento
não é das melhores coisas nesta vida.
Feijoada boa é acompanhada por papo
gostoso, bebidinhas e tempo de sobra.
não é das melhores coisas nesta vida.
Feijoada boa é acompanhada por papo
gostoso, bebidinhas e tempo de sobra.
Materna e filial
Dedicamos-nos amorosa condescendência.
Mantive a imagem por uma semana, antes de mostrá-la ao meu filho.
A manutenção da imagem é prova suficiente do quanto sou humana e falível.
Bem sei o quanto este tema o chateia porque me faz sofrer.
Por me amar ele não quer que eu sofra.
Mesmo assim, não se esquivou de analisar cada detalhe.
Conhece.
Expôs o que viu.
Aprendeu a ver mais do que eu.
Oferece o que sente com mais clareza do que eu.
Mantive a imagem por uma semana, antes de mostrá-la ao meu filho.
A manutenção da imagem é prova suficiente do quanto sou humana e falível.
Bem sei o quanto este tema o chateia porque me faz sofrer.
Por me amar ele não quer que eu sofra.
Mesmo assim, não se esquivou de analisar cada detalhe.
Conhece.
Expôs o que viu.
Aprendeu a ver mais do que eu.
Oferece o que sente com mais clareza do que eu.
Materna
A pouca diferença entre mãe e filho permite vivências similares.
O filho deixa de ser filho e a mãe deixa de ser mãe – como se
fosse possível – e nos tornamos melhores amigos.
O filho deixa de ser filho e a mãe deixa de ser mãe – como se
fosse possível – e nos tornamos melhores amigos.
sábado, 8 de dezembro de 2007
A melodia do meu samba põe você no lugar
"Me larga, não enche
Você não entende nada
Eu não vou te fazer entender
Me encara de frente
É que você nunca quis ver
Não vai querer, não quer ver
Meu lado, meu jeito
O que eu herdei de minha gente
Nunca posso perder
Me larga, não enche
Me deixa viver
Me deixa viver
Me deixa viver
Me deixa viver
Cuidado, oxente!
Está no meu querer poder fazer você desabar
Do galho
Nem tente
Manter as coisas como estão por que não dá
Não vai dar
Quadrado, demente
A melodia do meu samba põe você no lugar
Me larga, não enche
Me deixa cantar
Me deixa cantar
Me deixa cantar
Me deixa cantar
Eu vou clarificar a minha voz
Gritando nada mais de nós
Mando meu bando anunciar
Vou me livrar de você
Harpia, aranha
Sabedoria de rapina e de enredar, de enredar
Galinha, pirata
Minha energia é que mantém você suspenso no ar
Pra rua, se manda
Sai do meu sangue, sanguessuga
Que só sabe sugar
Pirata, malandro
Me deixa gozar
Me deixa gozar
Me deixa gozar
Me deixa gozar
Vadio, vampiro
O velho esquema desmorona desta vez pra valer
Tarado, mesquinho
Pensa que é o dono, eu lhe pergunto
Quem lhe deu tanto axé?
À toa, vadio
Começa uma outra história aqui na luz deste dia D
Na boa, na minha
Eu vou viver dez
Eu vou viver cem
Eu vou viver mil
Eu vou viver sem você
Vadio, vampiro
O velho esquema desmorona desta vez pra valer
Tarado, mesquinho
Pensa que é o dono, eu lhe pergunto quem lhe deu tanto axé?
À toa, vadio
Começa uma outra história aqui na luz deste dia D
Na boa, na minha
Eu vou viver dez
Eu vou viver cem
Eu vou viver mil
Eu vou viver sem você
Eu vou viver sem você
Na luz desse dia D
Eu vou viver sem você. "
Você não entende nada
Eu não vou te fazer entender
Me encara de frente
É que você nunca quis ver
Não vai querer, não quer ver
Meu lado, meu jeito
O que eu herdei de minha gente
Nunca posso perder
Me larga, não enche
Me deixa viver
Me deixa viver
Me deixa viver
Me deixa viver
Cuidado, oxente!
Está no meu querer poder fazer você desabar
Do galho
Nem tente
Manter as coisas como estão por que não dá
Não vai dar
Quadrado, demente
A melodia do meu samba põe você no lugar
Me larga, não enche
Me deixa cantar
Me deixa cantar
Me deixa cantar
Me deixa cantar
Eu vou clarificar a minha voz
Gritando nada mais de nós
Mando meu bando anunciar
Vou me livrar de você
Harpia, aranha
Sabedoria de rapina e de enredar, de enredar
Galinha, pirata
Minha energia é que mantém você suspenso no ar
Pra rua, se manda
Sai do meu sangue, sanguessuga
Que só sabe sugar
Pirata, malandro
Me deixa gozar
Me deixa gozar
Me deixa gozar
Me deixa gozar
Vadio, vampiro
O velho esquema desmorona desta vez pra valer
Tarado, mesquinho
Pensa que é o dono, eu lhe pergunto
Quem lhe deu tanto axé?
À toa, vadio
Começa uma outra história aqui na luz deste dia D
Na boa, na minha
Eu vou viver dez
Eu vou viver cem
Eu vou viver mil
Eu vou viver sem você
Vadio, vampiro
O velho esquema desmorona desta vez pra valer
Tarado, mesquinho
Pensa que é o dono, eu lhe pergunto quem lhe deu tanto axé?
À toa, vadio
Começa uma outra história aqui na luz deste dia D
Na boa, na minha
Eu vou viver dez
Eu vou viver cem
Eu vou viver mil
Eu vou viver sem você
Eu vou viver sem você
Na luz desse dia D
Eu vou viver sem você. "
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
From you have I been absent in the winter
"Then hate me when thou wilt, if ever, now,
Now, while the world is bent my deeds to cross,
Join witn the spite of fortune, make me bow,
And do not drop in for an after-loss.
Ah, do not, when my heart hath' scaped this sorrow,
Como in the rearward of a conquered woe;
Give not a windy night a rainy morrow,
To linger out a purposed overthrow.
If thou wilt leave me, do not leave me last,
When other petty griefs have done their spite;
But in the onset come, so shall I taste
At first the very worst of fortune's might;
And other strains of woe, wich now seem woe,
Compared with loss of thee, will not seem so."
Shakespeare
domingo, 2 de dezembro de 2007
Tepelatia
Ando em fase na qual o verbo deve ser acompanhado pela ação.
Em certos casos, mais ação do que verbo.
Não, ainda não desenvolvi a capacidade telepática para saber o que vai pela cabeça dos outros.
Em certos casos, mais ação do que verbo.
Não, ainda não desenvolvi a capacidade telepática para saber o que vai pela cabeça dos outros.
Nem quero desenvolver. Algumas vezes essa descoberta é ruim.
Não, nunca quis convivências fugazes e vazias por que a vida é muito mais do que isso.
Não, continuo a não admitir a perda de preciosas oportunidades para resgate.
Não, nunca quis convivências fugazes e vazias por que a vida é muito mais do que isso.
Não, continuo a não admitir a perda de preciosas oportunidades para resgate.
Reincidência
Let's have a party
Em casa sempre fizemos as coisas pelo outro e quando as coisas são feitas pelo outro, ainda mais num círculo tão restrito, ocorre o retorno que, muitas vezes, é mais intenso e pleno de carinho do que o nosso próprio dedicar.
Igualmente, cultivamos muito o respeito mútuo. Com naturalidade consideramos o espaço, as coisas, os sentimentos, os gostos e quereres do outro e fortalecemos a saudável convivência que, dificilmente, será encontrada em outro lugar. Praticamos a querência.
Mesmo quando sabemos que o outro está errado em suas escolhas e ações, nosso julgamento não nos impede de sempre manter o mesmo comportamento: O respeito e a dedicação permanecem, até aumentam.
Assim, em constante processo, as qualificações de cada um, servem para suplantar os defeitos do outro.
Sem dúvida, tudo isso e um pouco mais, nada mais é do que praticar o amar que se torna correlato do permanecer; assim, do amor incondicional e respeitoso que é demonstrado, alimentado, prevalece e se firma, surje a única e exclusiva causa do prosseguir e do persistir.
Reconheço não existir relacionamento melhor do que este, que se expande e contagia os que estão próximos, que passam a integrar nosso núcleo familiar e a compartilhar parte dos mesmos privilégios.
Desde que voltamos para nossa cidade, não havíamos aberto nossa casa para os que nos são queridos; mas como tudo tem seu tempo certo, passadas enfermidades e pesares, aproveitamos datas distintas pelo mesmo motivo. Arregacei as mangas e disse para meu filho que comemoraríamos a entrada do ultimo mês do ano e ele, com seu divertido jeito, convidou seus melhores amigos para comemorarmos meu aniversário.
Elaboramos a lista de convidados com a preocupação de recebermos pessoas afins em quatro núcleos diferentes, para que todos se sentissem bem e partimos para os detalhes.
Reconheço que desde garota os detalhes do preparo de um encontro me encantam. Gosto muito de arrumar a casa, ofertar coisas gostosas, criar afinidades entre as diferenças e conferir aos detalhes parte do que sou.
Quero que todo o ambiente interaja sem que ocorra a perda da possibilidade de se manter algum diálogo mais reservado. Escolho as músicas de fundo, dou especial atenção ao colorido dos tapetes e complementos, à iluminação, às flores, às velas, ao arejamento, ao aroma (lógico que me preocupo em aspergir deliciosa água de flores provençais, ou, libanesas, em ritual que pratico com muito carinho), à circulação, ao conforto e ao segundo ambiente para maior diversão – jogos sempre são bem-vindos – e às particularidades de cada um. Quero que a minha casa se torne extensão da casa dos meus convidados o que somente é possível quando as pessoas se sentem confortáveis e bem-vindas. Penso na melhor refeição, no sabor e na facilidade que quero que desfrutem, sem que tenham que praticar qualquer malabarismo para ingerir o alimento. Preocupo-me em ter alimentos frescos e opções para todos os gostos porque, mesmo sem que eu saiba, cada vez mais meus amigos se tornam vegetarianos, ou, abandonam a carne vermelha (eu não), além de bebidas que satisfaçam – ah! Filho, que prazer reconhecer que as bebidas ficaram sob sua responsabilidade e você me superou.
Enquanto circulava para me certificar que todos estavam bem ouvi comentários sobre nossas amizades que duram anos. É verdade. Enquanto apresentava alguns convidados, me dei conta que nos acompanhamos, no mínimo, há mais de vinte anos. Outro reconhecimento: Eu mesma estou mais à vontade, a ponto de compartilhar imagens e matar a saudade de alguns, e chamar minha amiga querida para juntas cortarmos as frutas da incrementada salada – qual fruta combina melhor com qual e o suco fresco de laranja no final - enquanto conversávamos sobre melões, tapete e o guarda-chuva italiano cheio de detalhes de minha mãe.
Igualmente, cultivamos muito o respeito mútuo. Com naturalidade consideramos o espaço, as coisas, os sentimentos, os gostos e quereres do outro e fortalecemos a saudável convivência que, dificilmente, será encontrada em outro lugar. Praticamos a querência.
Mesmo quando sabemos que o outro está errado em suas escolhas e ações, nosso julgamento não nos impede de sempre manter o mesmo comportamento: O respeito e a dedicação permanecem, até aumentam.
Assim, em constante processo, as qualificações de cada um, servem para suplantar os defeitos do outro.
Sem dúvida, tudo isso e um pouco mais, nada mais é do que praticar o amar que se torna correlato do permanecer; assim, do amor incondicional e respeitoso que é demonstrado, alimentado, prevalece e se firma, surje a única e exclusiva causa do prosseguir e do persistir.
Reconheço não existir relacionamento melhor do que este, que se expande e contagia os que estão próximos, que passam a integrar nosso núcleo familiar e a compartilhar parte dos mesmos privilégios.
Desde que voltamos para nossa cidade, não havíamos aberto nossa casa para os que nos são queridos; mas como tudo tem seu tempo certo, passadas enfermidades e pesares, aproveitamos datas distintas pelo mesmo motivo. Arregacei as mangas e disse para meu filho que comemoraríamos a entrada do ultimo mês do ano e ele, com seu divertido jeito, convidou seus melhores amigos para comemorarmos meu aniversário.
Elaboramos a lista de convidados com a preocupação de recebermos pessoas afins em quatro núcleos diferentes, para que todos se sentissem bem e partimos para os detalhes.
Reconheço que desde garota os detalhes do preparo de um encontro me encantam. Gosto muito de arrumar a casa, ofertar coisas gostosas, criar afinidades entre as diferenças e conferir aos detalhes parte do que sou.
Quero que todo o ambiente interaja sem que ocorra a perda da possibilidade de se manter algum diálogo mais reservado. Escolho as músicas de fundo, dou especial atenção ao colorido dos tapetes e complementos, à iluminação, às flores, às velas, ao arejamento, ao aroma (lógico que me preocupo em aspergir deliciosa água de flores provençais, ou, libanesas, em ritual que pratico com muito carinho), à circulação, ao conforto e ao segundo ambiente para maior diversão – jogos sempre são bem-vindos – e às particularidades de cada um. Quero que a minha casa se torne extensão da casa dos meus convidados o que somente é possível quando as pessoas se sentem confortáveis e bem-vindas. Penso na melhor refeição, no sabor e na facilidade que quero que desfrutem, sem que tenham que praticar qualquer malabarismo para ingerir o alimento. Preocupo-me em ter alimentos frescos e opções para todos os gostos porque, mesmo sem que eu saiba, cada vez mais meus amigos se tornam vegetarianos, ou, abandonam a carne vermelha (eu não), além de bebidas que satisfaçam – ah! Filho, que prazer reconhecer que as bebidas ficaram sob sua responsabilidade e você me superou.
Enquanto circulava para me certificar que todos estavam bem ouvi comentários sobre nossas amizades que duram anos. É verdade. Enquanto apresentava alguns convidados, me dei conta que nos acompanhamos, no mínimo, há mais de vinte anos. Outro reconhecimento: Eu mesma estou mais à vontade, a ponto de compartilhar imagens e matar a saudade de alguns, e chamar minha amiga querida para juntas cortarmos as frutas da incrementada salada – qual fruta combina melhor com qual e o suco fresco de laranja no final - enquanto conversávamos sobre melões, tapete e o guarda-chuva italiano cheio de detalhes de minha mãe.
sábado, 1 de dezembro de 2007
Táticas e estratégias
"Minha tática é
olhar-te
aprender como és
querer-te como és
minha tática é
falar-te
e escutar-te
construir com palavras
uma ponte indestrutível
minha tática é
ficar em tua lembrança
não sei como nem sei
com que pretexto
mas ficar-me em vós
minha tática é
ser franco
e saber que és franca
e que não nos vendamos
simulacros
para que entre os dois
não haja cortina
nem abismos
minha estratégia é
por outro lado
mais profunda e mais
simples
minha estratégia é
que um dia qualquer
não sei como nem sei
com que pretexto
por fim me necessites"
Mario Benedetti
olhar-te
aprender como és
querer-te como és
minha tática é
falar-te
e escutar-te
construir com palavras
uma ponte indestrutível
minha tática é
ficar em tua lembrança
não sei como nem sei
com que pretexto
mas ficar-me em vós
minha tática é
ser franco
e saber que és franca
e que não nos vendamos
simulacros
para que entre os dois
não haja cortina
nem abismos
minha estratégia é
por outro lado
mais profunda e mais
simples
minha estratégia é
que um dia qualquer
não sei como nem sei
com que pretexto
por fim me necessites"
Mario Benedetti
Balão
Errou na mão. Errou feio na mão.
Foi tamanha a ausência que acostumei a não sentir tanta falta.
Se fosse equânime - o mínimo - eu ainda estaria na palma da mão.
Foi tamanha a ausência que acostumei a não sentir tanta falta.
Se fosse equânime - o mínimo - eu ainda estaria na palma da mão.
Átomos dançantes
Puxa, será que você não entende o mecanismo do choro? Será que você não percebeu que ainda não sucumbiu de vez, por que deixa a alma aguar? Quer dizer, você não deixa, mas sua alma é rebelde.
Várias vezes me disseram que sou marcante. Não sei bem o que isso significa. Sei que há algum tempo faço esforço danado para passar desapercebida, ensimesmada que estou (não sou). Às vezes incomodados sem querer. Pessoas incomodadas incomodam ainda mais. Sinceramente, não quero incômodo algum.
Foi a primeira vez que vi isso: Grupinhos se formaram para me encher de carinho, ânimo, presentes, cartões e mágicos dizeres. Gosto muito de ler o que as pessoas escrevem.
As rosas, estas rosas, são as mais belas que já ganhei. Há muito tempo não vejo rosas com esta qualidade: Cabo longo e perfeito, pétalas que parecem veludo e cor forte, densa. Até pensei se eram de verdade... Que absurdo! Tomar o artificial pelo natural. Desta vez não chorei. Mas vi duas queridinhas chorarem e isso não esperava.Certas coisas que acontecem em determinados cenários merecem registro. Subverter os cenários é uma das gostosas brincadeiras.
Acho que de alguma forma sou marcante, embora não faça absolutamente nada para ser.
Acho que de alguma forma sou marcante, embora não faça absolutamente nada para ser.
"A franja da encosta
Cor de laranja
Capim rosa chá
O mel desses olhos luz
Mel de cor ímpar
O ouro ainda não bem verde da serra
A prata do trem
A lua e a estrela
Anel de turquesa
Os átomos todos dançam
Madruga
Reluz neblina
Criança cor de romã
Entram no vagão
O oliva da nuvem chumbo
Ficando
Pra trás da manhã
E a seda azul do papel
Que envolve a maçã
As casas tão verde e rosa
Que vão passando ao nos ver passar
Que vão passando ao nos ver passar
Os dois lados da janela
E aquela num tom de azul
Quase inexistente azul que não há
Azul que é pura memória de algum lugar
Teu cabelo preto
Explícito objeto
Castanhos lábios
Ou pra ser exato
Lábios cor de açai
E aqui trem das cores
Sábios projetos
Tocar na central
E o céu de um azul
Celeste celestial."
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