plantei uva para o vinho para as festas, para as passas só deu batatas * * * mormaço e suor corta a tarde pelo meio o cheiro de jaca * * * amarelas, vermelhas folhas novas anunciam mangas que virão * * * casa com telhado para afastar passarinho não vira ninho * * * pássaro morto no meio da estrada carros que voam * * * do jeito que as coisas vão até parecem felizes comportando tanto impossível nunca do jeito que são coisas pelo contrário pessoas perdem matizes viram vultos sombras nadas coisas quando serão? * * * mesmo que eu morra dessa morte disforme o esquecimento não lamento viver ou morrer é o de menos a vida inteira pode ser qualquer momento ser feliz ou não questão de talento quanto ao resto este poema que não fiz fica ao vento mãos mais hábeis inventem * * * apaixonada apaixotudo apaixoquase * * * primeiro verso do ano é pra você brisa que passa deixando marca de brasa * * * assim que vi você logo vi que ia dar coisa coisa feita pra durar batendo duro no peito até eu acabar virando alguma coisa parecida com você
parecia ter saído de alguma lembrança antiga que eu nunca tinha vivido alguma coisa perdida que eu nunca tinha tido alguma voz amiga esquecida no meu ouvido agora não tem mais jeito carrego você no peito poema na camiseta com a tua assinatura já nem sei se é você mesmo ou se sou eu que virei parte da tua leitura * * * minuto a minuto quis um diato do azul no teu dia meu querer quero crer azulou teu dia a dia tudo que podia * * * pequeno tinha um pensamento a selva quando crescer em algum lugar na selva corre grande um pensamento * * * jamais amei um santo nem cantei um hino só quero morar contígua a um sino som que continua desenhando templos
* * * não vai dar tempo de viver outra vida posso perder o trem pegar a viagem errada ficar parada não muda nada também pode nunca chegar a passagem de volta e meia vamos dar